15mar

A Fera (Beastly)
Alex Flinn
320 páginas
Galera Record, 2011

SINOPSE: Eu sou uma fera.
Uma fera. Não exatamente um lobo, ou um urso, um gorila ou um cão, mas uma terrível criatura que anda em duas patas uma criatura com dentes e garras e pelos surgindo de cada poro de minha pele. Sou um monstro.
Você acha que estou falando de contos de fada? De jeito nenhum. O lugar é Nova York. O momento é agora. Não sofro de uma deformidade ou uma doença. E vou ficar dessa forma para sempre destruído , a não ser que possa quebrar o feitiço.
Sim, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de inglês lançou sobre mim. Por que ela me transformou em uma besta que se esconde durante o dia e rasteja à noite? Vou lhe contar. Vou lhe contar como eu costumava ser Kyle Kingsbury, o cara que você gostaria de ser, com dinheiro, beleza e uma vida perfeita. E aí vou contar como me tornei… a fera.

Estou numa vibe muita A Bela e a Fera por conta do filme em live action que estreia essa semana (E alguém me segura que acho que irei reencarnar minha infância e surtar bastante nos cinemas) e estava procurando algo para desencanar da leitura que não está rendendo de 45 Dias na Europa com Mr. Darcy (Pela primeira vez uma releitura de Orgulho e Preconceito que não me ganhou até agora. Tristeza me define.) e do nada olhei para a estante e meu olho bateu nessa releitura modernosa do conto e na mesma hora pensei: Genteeee, tenho esse livro desde o lançamento e nunca o li?!

Dá para acreditar num livrinho parado na estante desde 2011? *Insira aqui sua carinha de espanto*

Alex Flinn tem uma coisa muita gostosa na escrita. Veja só, o livro é uma releitura de um conto conhecido e reconhecido pela maioria e mesmo assim ela conseguiu colocar sua marca, e eu realmente gostaria de ler algo dela ambientado fora dos contos.

– O que você fez comigo?
Quando eu disse isso minha voz saiu diferente. Era um rugido.
– Transformei você no seu verdadeiro eu.
Eu tinha virado um monstro.

Mas estou aqui para falar especificamente como foi minha experiência com A Fera e posso dizer que o feitiço é merecido. Kyle Kingsbury é mesmo um monstro… Mesmo com a aparência perfeita (Apesar do meu interior afirmar: Calma, ele só é loiro e possui olhos claros) ele é intragável, na verdade ele é o típico adolescente mimado com uma criação tenebrosa e seu pai possui muita culpa nesse narcisismo doentio do moço. A questão é que a “bruxa” dá dois anos para ele se redimir e encontrar o tal do amor verdadeiro.

Eu era uma fera.
Olhei no espelho. […]Eu, que desprezava pessoas com espinhas ou mau hálito. Agora era um monstro.
– Estou fazendo o mundo ver você como realmente é – disse Kendra […].

Não é nenhuma surpresa que Kyle terá muita (muita!) dificuldade em encontrar alguém que o ame como fera. Quero abrir aqui um adendo para os pontos que diferem o livro do conto em que foi inspirado, as relações familiares são o oposto e com certeza você ficará perplexo com um certo alguém, e há uma presença interessante de magia, apesar de não ter os utensílios falantes há um destaque maior para quem fez a fera e o foco não está na bela e sim nessa jornada praticamente impossível.

Ambientar um conto para os dias atuais pode parecer simples mas ao mesmo tempo é arriscado trazer ou mudar algum elemento importante para a trama, e a autora fez um excelente trabalho e eu gostei da forma como grande parte das páginas não é dedicada ao futuro romance e sim para essa coisa maluca que é ser transformado em um monstro.

A inserção de personagens novos é muito boa também e a futura bela é uma gracinha de menina. Outro ponto muito bom também é a relação fera x rosas, é uma parte que foi bem ambientada nos dias atuais e deu para imaginar legal.

E um dos meus pontos favoritos (senão o favorito) é a citação de enredos/personagens de alguns grandes clássicos e em como eles são importantes para a construção do novo Kyle e também é uma relação legal da grande biblioteca do conto original. Eles foram inseridos de forma coerente e é com certeza uma das minhas partes preferidas de todo o livro.

O livro não traz nada de novo, meu povo. E mesmo assim é uma leitura boa (quase ótima/perfeitona eu diria), na mesma pegada eu indico Penelope que inclusive é da mesma editora de publicação de A Fera, e vamos combinar?! Essas releituras de contos de fadas não podem morrer jamais (desde que bem escritas). Até mais!

P.S.: Ajuda eu! Qual editora cês querem ver no Sorteio do Desapego #4? DarkSide ou Intrínseca? Tenho uns livrinhos querendo casa nova dessas duas editoras incríveis.

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