Posts arquivados em: Tag: Eggers

18mar
 São 164 páginas macabras inspiradas pela leitura do livro amaldiçoado, visões amareladas que forçaram os artistas a realizar histórias originais que destruíssem tudo à sua volta, até eles mesmos. O Rei Amarelo em Quadrinhos é o terror na sua forma mais bruta, trazendo imagens cativantes e perturbadoras interpretações para a busca por Carcosa. Mas, acima de tudo, é um mergulho em um poço ocre onde a esperança de emergir para a realidade não passa de um sonho em duas cores.

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11dez

Livro: Os Pequenos Perpétuos [Sandman Apresenta]
Título Original: The Little Endless Storybook
Autor: Jill Thompson
Tradução: Fabiano Denardin, Iriz Medeiros
Páginas: 64

Editora: Panini, 2014SINOPSE: A pequena Delirium está perdida. Barnabás, seu cãozinho favorito e protetor, já percorreu o mundo desperto em busca de sua pequena princesa, mas não teve sucesso. Sua única alternativa é percorrer os estranhos reinos dos outros Perpétuos, os misteriosos irmãos de Delirium, para descobrir se eles sabem o paradeiro de sua dona…Jill Thompson revisita Os Pequenos Perpétuos – versão infantil dos personagens de Neil Gaiman que criou baseada na série Sandman – e torna os sonhos em realidade.A edição inclui ainda esboços originais e os segredos por trás da história.

Este livro da coleção Sandman Apresenta é a coisa mais fofa! É importante ter algum conhecimento de quem são os personagens antes de ler? Talvez. Mas acho que dá para acompanhar mesmo assim, através das belas cores de Jill.
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04dez

Livro: Navio Dragão
Autor: Rebeca Prado
Páginas: 120
Editora: Publicação independente, 2015

Este livro contém aquarelas explícitas envolvendo sangue, mutilação, escalpos, membros decepados, campos de batalha, armas, vikings, linguagem violenta e humor matinal. Mas foi a Rebeca Prado que desenhou tudo, então é só fofura.


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27nov

Livro: Hibisco Roxo
Título Original: Purple hibiscus
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Tradução: Julia Romeu
Páginas: 328
Editora: Cia. das Letras, 2011

 

SINOPSE: Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narraas aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

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19nov

Livro: Bisa Bia, Bisa Bel
Autor: Ana Maria Machado
Páginas: 64
Editora: Salamandra, 1985 / Moderna, 2002 / Salamandra, 2007

SINOPSE: Quando escrevi Bisa Bia, Bisa Bel só estava com muita saudade de minhas avós. Vontade de falar sobre elas com meus dois filhos. Não imaginava que poucos depois ia ter uma filha e essa linhagem feminina ainda ia ficar mais significativa para mim e que este livro fosse ganhar tantos prêmios e tocar tanto os leitores….” E esta é a história de uma menina e de sua avó e a descoberta de muitas coisas.

O vídeo foi publicado em outubro, como parte da comemoração de dia das crianças, mas esta sugestão de livro é válida para qualquer data. Era um dos meus preferidos quando criança e tem uma história bem interessante de uma menina que conversa com a bisavó e a bisneta através de fotografias.

 

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13nov

Livro: Bordados
Título Original: Embroideries
Autor: Marjane Satrapi
Páginas: 136
Editora: Quadrinhos na Cia., 2010

SINOPSE: Os almoços de família na casa da avó de Marjane Satrapi, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual – enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o ‘bordado’. O ‘bordado’ iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo ‘tricô’, não fosse uma acepção bastante particular – a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento, mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país. O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição. Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e auto enganos, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.

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06nov

Livro: Persépolis
Título Original: Persepolis
Autor: Marjane Satrapi
Tradução: Paulo Werneck
Páginas: 352
Editora: Cia. das Letras, 2007

SINOPSE: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
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Persépolis é, muito provavelmente, minha Graphic Novel favorita. Falamos sobre ela em um Ideia Transitiva da “primeira fase”, quando ainda não numerávamos os vídeos:

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30out

Livro: Um Estudo em Vermelho
Título Original: A Study in Scarlet
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Tradução: Maria Luiza Borges
Páginas: 192
Editora: Zahar, 2013

SINOPSE: Publicado originalmente em 1887, Um estudo em vermelho chegou a ser considerado uma espécie de “livro do Gênesis” para os casos de Sherlock Holmes, pois marca não só a primeira aparição pública do detetive mais popular da literatura universal como o primeiro encontro entre Holmes e Watson. Ao buscar conhecer melhor seu novo amigo, em pouco tempo Watson vê-se envolvido numa história sinistra de vingança e assassinato.Essa Edição Bolso de Luxo traz texto integral e cerca de 30 ilustrações originais.

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23out

Livro: Taxi
Autor: Gustavo Duarte
Páginas: 32
Editora: LP 32/P

SINOPSE: Das habilidosas mãos de Gustavo Duarte, nasce mais uma preciosidade dos quadrinhos. Sem afobamentos ou precipitações, esse novo trabalho inspira segurança. Mostra um domínio crescente da narrativa gráfica e, o mais raro, arranca gargalhadas sinceras de qualquer um que folheie suas páginas. Os personagens, sempre muito bem escolhidos, delineados por um estilo elegante e preciso, transbordam carisma e carregam o leitor por toda a história. Um quadrinho exemplar contado somente com imagens e que, sem nenhuma palavra, diz tudo.

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08fev

Livro: Queda de Gigantes [Trilogia O Século #1]
Título Original: Fall of Giants
Autor: Ken Follett
Tradução: Fernanda Abreu, com colaboração de Fabiano Morais
Páginas: 912

Editora: Arqueiro, 2010

Com mais de 100 milhões de livros vendidos em todo o
mundo, o mestre do romance histórico Ken Follett nos transporta mais uma
vez ao passado no magnífico épico Queda de Gigantes, primeiro volume da trilogia O Século.

A trama começa no início do século XX e acompanha a saga de cinco
famílias de diferentes origens sociais e nacionalidades – americana,
russa, alemã, inglesa e galesa que vão vivenciar os acontecimentos que
abalarão o mundo, como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, a
ascensão da classe trabalhadora e a luta pelo voto feminino.

Numa narrativa repleta de paixão, aventura e suspense, Follett cria
personagens inesquecíveis que, ao perseguir seus sonhos e escolher o
rumo de suas vidas, ajudam a fazer história.

Como eu sou legal, vou dizer: está em promoção por R$ 17,43 na Submarino.

O livro começa junto com o Século XX, explicando a Europa no pré Grande Guerra (ainda não era chamada de Primeira Guerra Mundial, afinal foi a única que teve) e traz alguns fatos ocorridos no finalzinho do Século XIX, como detalhes da guerra franco-prussiana, muito importante para o entendimento da animosidade entre certos países.

Mas é óbvio que não parece um livro de história. Follett narra a passagem dos anos através de personagens de diversos cantos da Europa e dos Estados Unidos. O cenário é majoritariamente britânico, com muitas passagens em Londres e no País de Gales, com algumas incursões por cidades da Rússia, Alemanha, França e Estados Unidos.

Senti como se o verdadeiro protagonista fosse a Guerra, e não cada um daqueles personagens fascinantes através do qual vamos conhecendo os meandros desta época. Representando a aristocracia britânica temos o conde Fitzherbert, do lado mais tradicional e conservador, e sua irmã Maud Fitzherbert, sufragista, feminista, charmosa, desbocada, e apaixonada.

Envolvida com a família Fitzherbert temos Ethel Williams, empregada da casa que passa a governanta e a muitas outras coisas interessantes, deixando entrever seu “atrevimento” e seu posicionamento político desde os primeiros momentos em que ela ganha – ganha não, conquista – voz dentro da casa dos patrões. A família Williams, no País de Gales, é composta por trabalhadores, mineradores de carvão em um território pertencente ao conde.

Conhecemos Walter von Ulrich na Grã-Bretanha, mas ele é um aristocrata alemão que trabalha como diplomata para seu país e compartilha do posicionamento de Maud. A casa dos Fitzherbert é, na verdade, palco onde todas as figuras da elite que são importantes para o livro se reúnem. O diplomata americano Guss Dewar também entra em cena lá.

Ainda temos Grigori e Lev Peshkov na Rússia, ambos pobres e operários. O primeiro, irmão mais velho, é um metalúrgico muito respeitador e afinado com a política e com mudanças sociais. Lev, irmão mais novo, é um galanteador trambiqueiro com muita, muita sorte.

Através destas pessoas – e mais diversas outras – vemos o mundo mudar. Vemos as mulheres exigirem direitos, trabalhadores exigindo melhores condições de vida – e direitos – por todo o mundo (que nessa época era basicamente a Europa, o resto não era considerado gente pelos europeus – a não ser, claro, os americanos de origem europeia). Depois de “visitar” uma metalúrgica russa ou uma mina de carvão britânica, começamos a nos sentir muito felizes com nossas jornadas de trabalho e fins de semana de folga.

Ao ler o livro, vemos que há mais além do assassinato de Frederico Fernando, arquiduque austríaco da casa Habsburgo-Lorena, para o início da Primeira Guerra. A guerra franco-prussiana havia ficado mal resolvida, os monarcas eram uns cabeças-duras que não ouviam seus conselheiros, generais pressionavam outros monarcas para que entrassem na guerra, havia todo um interesse financeiro e um complexo de “se eu não entrar na guerra para ajudar meu aliado, perco a minha honra”. Tanto que chega em um ponto que alguns personagens começam a se indagar: “o que raios estou fazendo aqui mesmo?”

A guerra leva a muitas outras mudanças drásticas na sociedade, como a Revolução Russa, o sufrágio feminino, a luta cada vez mais forte das classes trabalhadoras por direitos trabalhistas, políticos e outros que lhes garantiriam o mínimo de dignidade.

Ah, Fernanda, mas até agora você só falou de guerra, política… ZZZZzzzzZZZ

Ok, nem todo mundo precisa se empolgar com essas coisas. O legal é que elas acontecem entremeadas de romance, espionagem, traições, homens e mulheres lindos e sem bigode – a imaginação é minha e na minha cabeça ninguém tem bigode se for descrito como bonito, mesmo que haja três linhas detalhando o djabo do bigode da criatura (não, felizmente não há três linhas, são no máximo três palavras). Além da beleza, óbvio, são pessoas apaixonadas, intensas, fervorosas e determinadas. Ou maquiavélicas, astutas e dissimuladas. Ou tudo isso misturado. É fascinante.

Enquanto você está lá, lendo na maior empolgação, querendo tirar um personagem querido de uma trincheira, o capítulo muda e você se entretém com um parto, muda de novo e o casal apaixonado teme que seu romance secreto seja descoberto. Cada vez que uma situação vai se resolvendo, surge outra para manter a leitura elétrica. Por falar nisso, a eletricidade e encanamentos também são a última inovação tecnológica do momento. Imagina só, aquela princesa cheia de si tendo que fazer uso de um peniquinho, porque ainda não mandou instalar encanamentos em sua luxuosa mansão?

Eu adorei o livro, comi as 900 páginas em 15 dias. Cheguei a levar o Kindle para a esteira e aumentar meu tempo, para poder “salvar” um ou outro personagem. Parece grande, mas, como eu já disse, são histórias fascinantes. E eu ainda nem falei no pós-guerra, Lei Seca nos Estados Unidos e máfia russa controlando Nova York (viu? tem isso também.).

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06fev
Livro: O Mágico de Oz
Título Original: The Wizard of Oz

Autor: L. Frank Baum
Páginas: 256
Editora: Zahar

“Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiu duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.”

Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz.

Por lá, Dorothy faz novos amigos – o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.

Aêêê!
O Ideia Transitiva voltou das férias e começou ontem a “temporada 2015”, com um vídeo extremamente divertido e muito esclarecedor sobre O Mágico de Oz! Recomendo para todo mundo que quiser fazer desta sexta um dia ainda mais feliz! (Afinal de contas, sextas já são inerentemente felizes por serem o último dia útil da semana.)

Menos falação e mais visualização:

Rolou até um momento verde-bruxa-má no Instagram:

A photo posted by Ideia Transitiva (@ideiatransitiva) on Jan 23, 2015 at 6:29am PST
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02fev

Livro: Anexos
Título Original: Attachments

Autor: Rainbow Rowell
Tradução: Márcia Men

Páginas: 368
Editora: Novo Século, 2014

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está
monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É
política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e
continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes,
discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que este é agora o
seu trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se
candidatou para ser “agente de segurança da internet”, se imaginou
construindo firewalls e desmascarando hackers – e não escrevendo um
relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma
piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e
Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar
de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que
Lincoln percebe que está se apaixonado por Beth, é tarde demais para se
apresentar. Afinal, o que ele diria…?

Este é o primeiro romance de Rainbow Rowell (só eu acho muito legal uma pessoa se chamar Rainbow?), jornalista residente em Nebraska com marido e filhos. E é um romance. E é fofo! *____* Quando vocês lerem, vão entender porque estou tão apegada a este adjetivo. Sei que o ritmo de leitura de cada um é diferente, mas li de um dia para o outro.

A história de passa em 1999. Pré Bug do Milênio. Bom, na verdade ela se estende até o ano 2000, fechando o século XX. A narrativa é em terceira pessoa e é bem legal, porque mistura a história linear que acompanha Lincoln e os e-mails trocados por Beth e Jennifer que ele lê. E assim como ele vai se apegando às duas, eu também me apeguei e, só pela troca de e-mails, queria muito trabalhar na mesma redação que elas.

<pausa> SDDS das minhas coleguinhas de Jornalismo! </pausa>

Não vou falar muito da paixonite de Lincoln para não estragar a história e vou tentar manter a resenha curta, porque diferente de Beth que tem o emprego dos sonhos de fazer críticas de cinema e ser paga por elas, eu faço essas coisas por lazer.

Curti a forma como as jornalistas interagem entre si, apoio cada adjetivo que Lincoln aplica ao caso delas. Achei um pouco cansativo o flashback que a autora faz da história dele, no entanto percebi como algo importante para a construção de quem ele é. E enquanto ele mesmo se perde em pensamentos sobre o passado, vai amadurecendo e se reconstruindo. É massa ver uma pessoa evoluir e se tornar uma versão melhor de si mesmo.

A sugestão foi da minha mãe, que achou que eu iria gostar e me identificar com as jornalistas que conversam por texto, a paixão por cinema e o “vício” em RPG (mais especificamente em D&D) que aparece no livro, de forma muito bem humorada e mostrando o vínculo afetivo existente entre os jogadores. Além dos óbvios comentários randômicos que sempre aparecem entre os amigos que jogam (“estou carregando seu anão em um trenó há 7 meses”, “o bardo pira no seu carisma 17” etc.), é bom que o jogo tenha sido retratado de forma positiva e minha mãe sabia que eu ia gostar disso.

Então, temos romance, nerdices, humor, crises por causa do Bug do Milênio, que é algo hilário hoje em dia, um chefe de redação em um jornal danado da vida porque não pode simplesmente voltar ao tempo das máquinas de escrever, e muitas fatias de pizza e de bolos e tortas de chocolate. Foi uma ótima leitura!

O próximo livro da lista é “O Inverno do Mundo”, continuação da trilogia O Século, que eu pretendo resenhar também.

Lembrando que tem sorteio aqui no blog

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