Posts arquivados em: Tag: Graphic novel

16dez
 Nimona
Noelle Stevenson
272 páginas
Editora Intrínseca, 2016
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Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo. Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro.

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07jul
Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família? Uma adaptação fiel e primorosa do clássico romance de Jane Austen para os quadrinhos.

 

 

 

 

 

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04jun
Clementine é uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, “Azul é a Cor Mais Quente” surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

 

 

 

 

 

 

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11dez

Livro: Os Pequenos Perpétuos [Sandman Apresenta]
Título Original: The Little Endless Storybook
Autor: Jill Thompson
Tradução: Fabiano Denardin, Iriz Medeiros
Páginas: 64

Editora: Panini, 2014SINOPSE: A pequena Delirium está perdida. Barnabás, seu cãozinho favorito e protetor, já percorreu o mundo desperto em busca de sua pequena princesa, mas não teve sucesso. Sua única alternativa é percorrer os estranhos reinos dos outros Perpétuos, os misteriosos irmãos de Delirium, para descobrir se eles sabem o paradeiro de sua dona…Jill Thompson revisita Os Pequenos Perpétuos – versão infantil dos personagens de Neil Gaiman que criou baseada na série Sandman – e torna os sonhos em realidade.A edição inclui ainda esboços originais e os segredos por trás da história.

Este livro da coleção Sandman Apresenta é a coisa mais fofa! É importante ter algum conhecimento de quem são os personagens antes de ler? Talvez. Mas acho que dá para acompanhar mesmo assim, através das belas cores de Jill.
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13nov

Livro: Bordados
Título Original: Embroideries
Autor: Marjane Satrapi
Páginas: 136
Editora: Quadrinhos na Cia., 2010

SINOPSE: Os almoços de família na casa da avó de Marjane Satrapi, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual – enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o ‘bordado’. O ‘bordado’ iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo ‘tricô’, não fosse uma acepção bastante particular – a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento, mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país. O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição. Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e auto enganos, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.

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06nov

Livro: Persépolis
Título Original: Persepolis
Autor: Marjane Satrapi
Tradução: Paulo Werneck
Páginas: 352
Editora: Cia. das Letras, 2007

SINOPSE: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
***
Persépolis é, muito provavelmente, minha Graphic Novel favorita. Falamos sobre ela em um Ideia Transitiva da “primeira fase”, quando ainda não numerávamos os vídeos:

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26nov

Livro: O Monstro
Autor: Fábio Coala
Páginas: 239
Publicação independente

A HQ O Monstro, do Fábio Coala, foi financiada e publicada através do Catarse. Apresenta um personagem mágico, capaz de mudar a forma como enxergamos a vida, e trata de problemas da infância que as crianças não deveriam ter. Veja o vídeo do Ideia Transitiva abaixo e conheça outros trabalhos do Coala em www.mentirinhas.com.br.

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13out

Habibi é a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta. Dodola, uma garota perspicaz e independente, foge de seus captores levando consigo um bebê. Eles crescem juntos no deserto, sozinhos em um navio naufragado na areia. Em meio a sentimentos cada vez mais conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, somos apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama de aventura, romance, filosofia e tragédia. Para contar a saga de Dodola e Zam, Craig Thompson recorreu ao Corão e às Mil e uma noites. Do primeiro, colheu o próprio estilo do livro, inspirado na caligrafia árabe, e também as narrativas do texto sagrado dos muçulmanos, recriadas com maestria pela pena do autor. Do segundo, tirou um cenário fantasioso, repleto de lendas e histórias, uma versão quase mitológica da nossa ideia de Oriente. Ambientado nos dias de hoje, Habibi não se passa em nenhum país conhecido. É uma terra igualmente fantástica e concreta, onde questões presentes se misturam a indagações ancestrais. Crítica social, questionamentos ecológicos, paralelos entre religião e amor: tudo encontra seu lugar nesta narrativa tão épica quanto particular. Fruto de sete anos de pesquisas e trabalho, Habibi é um monumento do quadrinho moderno e uma resposta atual a questões que nos perseguem desde sempre. – “Cortante, Habibi é um enorme feito de pesquisa, cuidado e tinta preta, e um lembrete de que todos os ‘povos do livro’, apesar das diferenças, dividem um mosaico de histórias.” Zadie Smith, Harper’s Magazine.

Desde Persépolis, de Marjane Satrapi, eu não me apego tão avidamente a uma graphic novel. A narrativa de Satrapi é autobiográfica, é um caso diferente de Habibi, mas nem por isso a narrativa de Thompson é menos emocionante. E, mesmo hoje em dia, poderia se encaixar na biografia de muitas mulheres do mundo árabe.

Existem diversas leituras para Habibi. Há o aspecto cultural e sociológico da mulher como objeto, da venda de pessoas como escravos, da influência da religião na vida cotidiana, da disparidade social dentre tantos outros que posso ter deixado passar na primeira leitura. Escolhi fazer a resenha partindo da arte da narrativa, porque é uma história fascinante e tem aspectos que lembram As 1001 Noites.
Como o próprio nome sugere (não vou dar a tradução literal do nome, deixo isso para a “aulinha” no capítulo final do livro), é uma história de amor entre Dodola e Zam, dois escravos refugiados no deserto. Ela foi vendida pelo pai aos 9 anos de idade para um escrivão, que a tomou como esposa. Com o marido morto, Dodola foi capturada como escrava e estava prestes a ser vendida quando escapou, levando consigo o bebê Zam, salvando-o da morte.
Dodola e Zam passam a viver num barco no deserto. Ela garante a comida dos dois, cuida do menino e ensina-o a escrever. Os dois vivem no deserto por vários anos e o destino os separa. Ela passa a fazer parte do harém de um sultão, ele termina de crescer em uma vilazinha próxima.
Durante todo esse tempo, a história parece se passar em tempos longínquos e é muito marcada pelos aspectos religiosos, que são utilizados principalmente como parábolas por Dodola ao ensinar Zam. Ela também mostra que o cristianismo e o islamismo vieram do mesmo lugar e utilizam lendas semelhantes. Em certo ponto, até mesmo faz uma árvore genealógica das duas religiões.
Há um reencontro entre Zam e Dodola e vemos, então, que toda a jornada dos dois se passa em tempos contemporâneos ao nosso e aí vemos a gritante diferença cultural existente no país. Também vemos como aquilo é distante da nossa realidade, mesmo estando a apenas algumas horas de avião de distância.
As páginas do livro são lindas. A maior parte delas são desenhadas com arabescos. Olha alguns exemplos:
 

Dodola é uma contadora de histórias nata, aos moldes de Sherazade. Craig Thompson também o faz com maestria, tornando a jornada de Dodola e seu irmão-filho-companheiro Zam linda, emocionante e empolgante.

A capa do livro em português é igual ao do inglês (felizmente, porque é linda). Outra felicidade é o livro fazer parte do selo Quadrinhos na Cia., da Companhia das Letras, porque eles produzem obras lindas, de excelente qualidade e a preços muito justos.

Livro: Habibi
Autor: Craig Thompson

Páginas: 672

Editora: Quadrinhos na Cia. (Companhia das Letras)

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