22maio

Julieta (Juliet)

Anne Fortier

448 páginas

Editora Arqueiro (Selo Sextante), 2010

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SINOPSE: Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro.

Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei.

A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena.

Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando.

O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias.

E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo.

Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor

**********

Eu estava para desistir de trazer “meu parecer” – ui, que científica – sobre minha leitura de Julieta aqui para o blog. Primeiro que demorei três longos meses para finalizar a leitura e segundo, o meu mini texto que ficou mais três meses nos arquivos de rascunho até eu conseguir sentar e fazê-lo ficar decente. E ao contrário da demora em finalizar a obra, eu gostei bastante da leitura.

Uma coisa que vocês precisam saber sobre mim: nunca fui muito fã de Romeu e Julieta.

Espero que nenhum fã de Shakespeare esteja com pensamentos mortais agora, mas tem algo no casalzinho (sinta a depreciação #fugi) que não me desce. Eu simplesmente não consigo venerar toda a tragédia que envolve Romeu e Julieta, como também – apesar de amar alguns títulos – não consegui achar a beleza toda em alguns livros que li no Ens. Médio que abarcava o romantismo e sua segunda fase aqui no Brasil (a tal ultrarromântica) em que eles envolvem a morte em uma veneração/libertação do indivíduo.

Acho que prefiro coisas mais alegres e só.

Enfim, Julieta é dividido em duas narrativas, tem a atual com Julie seguindo algumas pistas para entender e descobrir seu passado misterioso e a da Julieta original (não a de Shakespeare) e seu Romeu. Eu preciso falar que preferi a Julieta/Julie atual?

Pois é, a autora fez um trabalho magnífico em questão de pesquisa e ambientação da sua história e eu me senti no velho continente entre as grandes e antigas construções de Siena. Tudo é muito bem “amarradinho” e no final eu fiquei imaginando que o Romeu e Julieta de Anne Fortier é de alguma forma mais interessantes que os do grande e mundialmente conhecido casal de Shakespeare (Postei isso e sai correndo, óbvio!).

E a parte legal desse desabafo é que pela primeira vez eu acho que fui muito rude com eles. Julieta conseguiu me ganhar. Talvez eu fosse do tipo que me conformasse com um casamento sem graça com alguém odioso, mas Julieta não o foi. E por isso ela merece todos os méritos que alguém possa ter. Ela foi corajosa, e eu finalmente entendi que ela não morreu simplesmente por não ter mais Romeu, e sim também para ser livre de um destino inaceitável.

E essa coragem é para poucos.

Anne Fortier com seus personagens misteriosos e sua busca incessante pelos verdadeiros Romeu e Julieta me deram bem mais que uma boa leitura e por isso sou grata.

Até a próxima!

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1 Comentário

  • Mariana FS
    maio 25, 2017

    Que legal que a releitura fez você ver o clássico com outros olhos 😉
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com